No dia 30 de julho, o Senac Sergipe, por meio do Programa Multitude Edu promoveu a roda de conversa “Letramento em Diversidade, Respeito e Inclusão: dialogando sobre o público LGBTQIAPN+”, destinada para funcionários e instrutores do Centro de Educação Profissional (CEP) de Tobias Barreto.
O letramento buscou alinhar conhecimento, refletir e debater práticas inclusivas que fortaleçam a acessibilidade do público nos ambientes de formação profissional e teve como condutora a assistente social especialista em sexualidade e gênero na educação, Maria Eduarda Marques, vice-presidente da Associação de Direitos Humanos e Cidadania LGBT (Astra), que ressaltou que a parceria do Senac Sergipe com a Astra é longa. “Foi muito importante tratarmos desse assunto. Tiramos dúvidas em comum dos colaboradores. Com esse diálogo garantimos que pessoas LGBTQIAPN+ tenham o seu direito garantido e resguardados não apenas no Senac, mas também no mercado de trabalho”, disse.
De acordo com a psicóloga do Senac Sergipe, Silvia Conceição, que coordena o Senac Multitude Edu, o tema surgiu a partir de um levantamento de necessidades. “Estamos fazendo um estudo nas unidades, dentro do Projeto Acolhe. Fizemos um rico diálogo sobre um tema de extrema relevância para todos nós da comunidade escolar. O intuito é esse conhecimento ser repercutido tanto nos projetos integradores, quando no nosso cotidiano”, resumiu.

Para a gerente do CEP de Tobias Barreto, Eline Barreto, o projeto também é uma continuidade das ações ligadas ao tema da acessibilidade e inclusão, desenvolvidas pela unidade. “Estamos capacitando instrutores e colaboradores para que todos estejam envolvidos no processo. Não basta capacitar apenas os gestores. É preciso que falemos a mesma língua e que continuemos acolhendo e praticando a nossa missão de educar para o mercado de trabalho de forma inovadora e inclusiva”, ressaltou.
“Achei a atividade com um tema importante para os colaboradores para que possamos ter o trato assertivo com nossos alunos e com o público diverso que faz parte do nosso cotidiano. Desejo tenham mais discussões como esta”, pontuou o instrutor Orestes Cruz.
“Tenho um filho homossexual e, assim como quero que o respeitem, defendo que todos devem ser respeitados. A empatia e a diversidade deveriam ser conceitos naturais, mas a sociedade ainda precisa aprender. É por isso que esse letramento é tão importante. Por nos ensinar a conviver e a valorizar cada pessoa como ela é”, completou a instrutora de moda do CEP Tobias Barreto, Leudilene Santana.

Leia também: