O Programa Multitude Edu realizou, na sexta-feira, 24, a oficina “Pensando a Diversidade: o olhar para a Pessoa com Deficiência”. A atividade, voltada aos instrutores e funcionários que atuam na Unidade Móvel, teve como foco o alinhamento de conhecimentos e a discussão de práticas voltadas à acessibilidade nos ambientes de formação profissional.
A mediação do encontro foi conduzida pela psicóloga Silvia Conceição, integrante do programa. A programação abordou a legislação e os direitos das pessoas com deficiência, a atualização de terminologias, a identificação de barreiras atitudinais e a adaptação das metodologias de ensino para garantir a permanência e a aprendizagem dos alunos.
Durante a atividade, os participantes analisaram situações cotidianas do contexto educacional para estruturar rotinas de ensino que atendam às diferentes necessidades dos estudantes. Para a facilitadora Silvia Conceição, o processo de inclusão exige a revisão contínua de atitudes no ambiente de ensino. “Pensar a diversidade é compreender que cada indivíduo possui características, experiências e formas de aprender que precisam ser respeitadas e valorizadas. Quando ampliamos nosso olhar para a pessoa com deficiência, fortalecemos práticas mais inclusivas, promovemos a equidade e contribuímos para a construção de ambientes em que todos possam participar, aprender e se desenvolver com autonomia e dignidade”, afirmou.

O Diretor de Educação Profissional, Adalberto Souto, pontuou que a iniciativa integra as diretrizes de formação continuada da instituição. “Discutir temas como diversidade, equidade e inclusão é indispensável para a formação de profissionais mais conscientes, preparados e comprometidos com o respeito às diferenças. Essas reflexões contribuem para a construção de ambientes mais acessíveis, acolhedores e capazes de oferecer oportunidades para todos, sem exceção”, destacou.
A aplicação prática dos conteúdos em sala de aula também foi avaliada pela equipe técnica. A analista Renata Priscila ressaltou o impacto direto da qualificação na atuação pedagógica. “A formação possibilitou, além da promoção ao respeito à diversidade, ampliar a compreensão sobre a temática. Além de refletir e identificar atitudes e comportamentos discriminatórios, muitas vezes inconscientes. Cada participante viu a necessidade de se aprofundar mais no assunto e em sala de aula ser capaz de garantir uma abordagem correta para que todos os alunos tenham acesso à oportunidade de qualificação, através do acolhimento e metodologias pedagógicas que assegurem aos discentes receber o apoio necessário para a sua formação profissional”, explicou.
O gerente da unidade, Edson Araújo, enfatizou a importância da troca de experiências entre os docentes para o enfrentamento dos desafios diários das turmas. “A oficina proporcionou um momento muito significativo, onde foram compartilhadas informações importantes, e muitas dúvidas puderam ser esclarecidas, muitos termos atualizados, dentro da nova realidade em que nos deparamos. Tivemos muitos relatos dos profissionais que trabalham no dia a dia, em sala de aula. Que possamos ter mais momentos como esse, porque a troca de informações que devemos ter para o público trabalhado são subsídios que nos transforma, nos dá possibilidades e oportunidades de sermos profissionais mais atuantes”, declarou.

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