Com o propósito de compreender diferentes realidades e criar espaços democráticos, o Senac Sergipe realizou, no dia 21 de setembro, no Polo Senac de Inovação, Ciência e Tecnologia (ICTec), a campanha “Setembro Azul: Inclusão, Acessibilidade e Valorização da Comunidade Surda – Como construir uma escola onde todos se sintam pertencentes?”.
Destinado aos jovens aprendizes da instituição, o encontro promoveu um debate aprofundado sobre direitos, cultura, identidade e a riqueza linguística da comunidade surda. A iniciativa, realizada por meio do Programa Multitude Edu, voltada à promoção da diversidade, da inclusão e da equidade, reforçou o propósito como uma prática diária, essencial para a formação cidadã e profissional dos futuros profissionais sergipanos.
“Não poderíamos deixar essa data passar em branco. Conscientizar os nossos jovens é fundamental para incentivar o respeito à diversidade e à equidade dentro do contexto educacional”, destacou a analista educacional do Núcleo de Promoção Social e Relações com Egressos (NPRE) do Senac Sergipe, Kátia Santa Bárbara.

Durante o evento, a vice-presidente do Instituto Pedagógico de Apoio à Educação do Surdo de Sergipe (Ipaese), Alana Chagas, ressaltou a relevância do contacto direto com a cultura surda. “Esta ação mostra como os jovens podem conhecer de perto a nossa realidade. A sociedade precisa se engajar nessa causa, e o Setembro Azul é um mês indispensável para essa conscientização”, pontuou a palestrante, que contou com a interpretação de Libras do instrutor Luciano Santana.
A programação incentivou a desconstrução de atitudes capacitistas e estimulou comportamentos pautados pela empatia e pelo respeito mútuo. “Foi um momento muito rico para mostrar a importância da nossa linguagem, da nossa cultura”, reforçou Erick Santos, de 20 anos, jovem aprendiz surdo da área administrativa.
A psicóloga educacional do Senac Sergipe, Jade Victorino, enfatizou a dimensão prática da iniciativa: “Fizemos uma reflexão sobre como incluir uma pessoa surda na sala de aula e no ambiente de trabalho. Debatemos como acolher, como nos comunicar adequadamente e o que não devemos fazer. Foi uma tarde extremamente enriquecedora para pensarmos na inclusão dentro dos espaços do nosso Regional”, concluiu.

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