Criatividade, programação, trabalho em equipe e resolução de problemas marcaram o encerramento, no dia 11 de setembro, da turma do curso de Desenvolvimento de Jogos do Senac Sergipe. Como projeto final da formação, os estudantes desenvolveram o Nekobakoban, um jogo 2D do gênero puzzle que reúne raciocínio lógico, desafios progressivos e uma identidade visual inspirada no universo dos gatos.
Participaram da atividade os alunos Beatriz Rezende, Daniel Felipe, Denis Almeida, João Victor dos Santos, Gustavo Bispo, Lara Correia, Stewie Souza e Raul de Oliveira, que vivenciaram durante o projeto diferentes etapas de produção de um jogo digital.
O curso de Desenvolvimento de Jogos é uma formação de aperfeiçoamento, pertencente ao eixo tecnológico de Informação e Comunicação, segmento de Games, e possui carga horária de 100 horas. O plano de curso prevê o desenvolvimento de conhecimentos ligados à lógica de programação, comandos de entrada e saída, decisões lógicas, estruturas de repetição, gráficos, scripts, sons, regras, fluxos e prototipagem de jogos.
Do conceito ao jogo
O Nekobakoban é inspirado na mecânica clássica do Sokoban, gênero no qual o jogador precisa movimentar caixas estrategicamente até posições determinadas no cenário. Na versão criada pelos estudantes do Senac Sergipe, a construção do projeto foi organizada em três grandes etapas: concepção e arte conceitual, prototipagem e polimento.
Na primeira fase, os estudantes trabalharam a ideia, o personagem e a identidade visual do jogo. Em seguida, desenvolveram e testaram as mecânicas de movimentação, interação com as caixas e construção das fases. Na etapa final, a equipe realizou correções de bugs e aperfeiçoamentos na interface, elementos visuais e trilha sonora.
Para o instrutor do curso, Everton Shigueru, o projeto permitiu transformar os conhecimentos trabalhados ao longo da formação em uma experiência concreta de desenvolvimento. “Os alunos compreenderem que desenvolver um jogo vai além da programação. É necessário pensar conceito, mecânica, experiência do usuário, arte, som, testes e correções. A proposta reuniu esses elementos e colocou a turma diante de desafios muito próximos daqueles encontrados em um projeto real de desenvolvimento de games”, destacou.

“Quando o aluno participa da construção de um projeto desde a concepção até a apresentação do resultado, ele deixa de ser apenas receptor de informações e passa a assumir um papel ativo na própria aprendizagem. Projetos como este desenvolvem autonomia, colaboração, criatividade e capacidade de solucionar problemas, competências importantes tanto para a formação profissional quanto para o mundo do trabalho”, acrescentou a analista pedagógica Andrea Figueiredo.
De acordo com o coordenador dos cursos de Tecnologia da Informação do Senac Sergipe, Claudio Candido dos Santos, durante a produção projeto de jogo 2D, os estudantes precisaram tomar decisões, distribuir responsabilidades, testar soluções, identificar erros e buscar alternativas para que o jogo alcançasse o resultado planejado.
“Quando vemos uma turma concluir uma formação apresentando um produto desenvolvido por ela própria, conseguimos perceber claramente a transformação promovida pela educação profissional. Não estamos falando somente de aprender uma ferramenta ou uma linguagem de programação. Falamos de transformar conhecimento em solução, trabalhar colaborativamente, testar ideias e criar algo que possa ser utilizado por outras pessoas. O Nekobakoban materializou exatamente esse processo”, pontuou ele.
“O curso foi surpreendente e desafiador. A interação com o professor, com os colegas de classe e a troca de experiências foi enriquecedora. O nosso projeto foi na realidade uma construção de tentativa e erro bastante produtiva e exitosa”, finalizou o aluno Dennis Almeida.

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