Nos dias 3 e 4 de novembro, o Senac Sergipe, por meio do Centro de Gastronomia e Turismo (CGT) promoveu a mostra do projeto “Rota da Sergipanidade: sabores que contam nossa história”, voltada à valorização da identidade cultural, da história, do turismo e das tradições do estado. A atividade reuniu alunos das turmas de Aprendizagem e Cursos de Qualificação do segmento de Turismo e Gastronomia, que demonstraram em cada apresentação a assimilação dos conteúdos trabalhados sobre o patrimônio regional.
A proposta do projeto foi transformar a formação em uma experiência cultural rica, estimulando o protagonismo estudantil por meio da pesquisa e da difusão do conhecimento. Durante a preparação, os estudantes mergulharam em temas que variaram entre a rica culinária sergipana, resgatando ingredientes como mangaba, aratu, camarão e castanha, e as manifestações folclóricas, personalidades históricas e artesanatos locais, a exemplo da Renda Irlandesa, das cerâmicas de Santana do São Francisco e do Barco de Fogo. Além disso, ao longo do mês, o Restaurante-Escola do Senac inseriu em seu cardápio pratos temáticos inspirados na cultura local, como a casquinha de tapioca com aratu Maria Feliciana e a carne de sol Gruta do Angico.
A gerente do Centro Gastronomia e Turismo (CGT) do Senac Sergipe, Cristina Feitosa, destacou o impacto do projeto na formação dos futuros profissionais.
“A Rota da Sergipanidade vai muito além da sala de aula. Ela une o ensino técnico à valorização do nosso patrimônio cultural e gastronômico. Quando estimulamos nossos alunos a pesquisar nossas raízes, utilizar produtos locais e resgatar saberes tradicionais, estamos preparando profissionais completos, conscientes de seu papel na preservação da nossa identidade e no fortalecimento do turismo e da economia sergipana”.
A instrutora de Turismo, Thaina Conceição, ressaltou a importância do engajamento direto dos estudantes na construção da atividade. “Nossos alunos pesquisaram a fundo sobre personalidades, gastronomia e manifestações culturais de Sergipe”, explicou.
A professora Érica Oliveira acompanhou o desenvolvimento dos grupos e destacou o caráter multiplicador do evento. “É um trabalho construído de aluno para aluno, em que eles pesquisam, compartilham e incentivam a cultura sergipana”, destacou.
Para a aluna Evellyn Maria Santos, a iniciativa representa uma oportunidade fundamental de preservar e divulgar conhecimentos que fazem parte do patrimônio local, mas que nem sempre chegam ao grande público.
“É uma forma de preservar as nossas tradições, cultura e saberes, além de mostrar aspectos da nossa história que muita gente não conhece. É importante conhecer para valorizar as nossas origens e saber apresentar a cultura sergipana para outras pessoas”, completou a estudante.
Por Danylo Rodrigues com supervisão de Amália Roeder
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