O resgate da identidade cultural e o incentivo à economia criativa marcaram a abertura da 4ª Semana da Sergipanidade, realizada no dia 16 de outubro, na Praça Fausto Cardoso, no Centro de Aracaju. Promovido pelo Sistema Fecomércio Sergipe, o evento reúne uma vasta programação cultural e educacional gratuita para sergipanos e turistas.
Entre as ações promovidas pelo Senac Sergipe, o público acompanhou a roda de conversa “Os Povos Originários na Formação da Sergipanidade” e o Desfile de Moda Sergipana, atividades que aliaram a preservação da identidade cultural ao estímulo profissional e econômico do estado.
Acompanhado de conselheiros, diretores e colaboradores, o presidente da Fecomércio Sergipe, Marcos Andrade, destacou na abertura do evento o compromisso institucional com o desenvolvimento socioeconômico e cultural do estado. “É um momento de orgulho e de reencontro com a nossa história. Cumprimos a nossa função de capacitar pessoas, valorizar a economia e, acima de tudo, prestigiar a essência e o talento do povo sergipano. Reunimos aqui o melhor da nossa arte, gastronomia, artesanato e música”, afirmou.
Roda de Conversa

À tarde, no auditório da Escola do Legislativo Deputado João de Seixas Dória, o Senac Sergipe promoveu um espaço de reflexão com a Roda de Conversa “Os Povos Originários na Formação da Sergipanidade”, conduzida pelo docente do eixo de turismo, Paulo César Oliveira. A atividade reuniu especialistas e o público em um debate sobre as matrizes indígenas que fundamentam a sociedade e a cultura sergipana.
“Valorizar a sergipanidade exige também o reconhecimento da resistência e da herança deixada pelos povos originários. Tudo começou com eles. São manifestações muito fortes em nossas vidas, como na culinária, na comunicação, na linguagem e nos costumes”, pontuou Paulo.
Em sua fala, o docente indígena do eixo de tecnologia do Senac Sergipe, Ramon Cruz Freitas Lima, destacou o papel transformador da instituição ao levar educação profissional e inclusiva a diferentes públicos. “Fico muito feliz em ver o Senac tratando de temas tão específicos e relevantes para a atualidade. Falar sobre os povos originários não é apenas resgatar o passado, mas sim compreender o que podemos aprender e projetar para o futuro, garantindo a valorização contínua da nossa cultura. A presença da instituição na comunidade Xokó, em Porto da Folha, fortalece o propósito de que cuidar das pessoas e transformar vidas está sendo cumprida”, complementou.
A relevância da iniciativa do Senac Sergipe em trazer o tema para debate, também foi reforçada pelo historiador e professor Marcos Vinícius de Melo. “Uma atividade que nos fez refletir sobre a origem das nossas culturas de vários povos. É extremamente necessário conhecer a história, valorar e trazer a realidade dos povos originários para entendermos a nossa sociedade,” resumiu.
Para o secretário de Turismo de Aracaju, Fábio Andrade a parceria institucional mostrou que verdadeiro objetivo da Semana da Sergipanidade, vai além dos sabores, arte e música. É sobretudo a valorização da história do estado. “De forma brilhante, o Senac Sergipe nos trouxe um profundo conhecimento sobre os povos originários, abordando desde os costumes e tradições até a nossa culinária, o que despertou em todos nós o desejo de aprender cada vez mais”, considerou.

Moda com DNA sergipano

Outra atividade de destaque foi o Desfile de Moda do Senac Sergipe, que uniu cultura, tradição, inovação e os saberes do povo sergipano. Na passarela, foram apresentadas coleções autorais desenvolvidas por alunos e instrutores, combinando técnicas modernas de modelagem e costura com referências marcantes do artesanato, das cores e dos elementos da terra.
As peças traduziram no tecido a riqueza do patrimônio cultural do estado, evidenciando rendas, bordados e paletas que remetem à fauna, à flora e às tradições populares. O desfile evidenciou o talento dos novos profissionais formados pela instituição e o potencial da moda como expressão de identidade e oportunidade de mercado.
Segundo a coordenadora do eixo de Moda do Senac Sergipe, Karinne Sá, o desfile representou a junção de caminhos de vários municípios sergipanos, como Poço Redondo, Divina Pastora, Tobias Barreto, Telha e São Cristóvão. “Foi uma verdadeira celebração. A passarela exalou sergipanidade e mostrou o que é ser sergipano de verdade, com a construção de memória, tradição, entrelaços, encontros, moda autoral, única e exclusiva. Fiquei muito feliz de trazer estilistas, instrutores, costureiras e alunos que se uniram para mostrar o que temos de melhor da moda na Semana da Sergipanidade”, celebrou.
A programação da Semana da Sergipanidade segue até o dia 25 de outubro, na Praça Fausto Cardoso, oferecendo oficinas gratuitas, apresentações artísticas, estandes de gastronomia e artesanato e ações educativas integradas para celebrar a diversidade e a força da cultura de Sergipe.

Confira a programação completa