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I Seminário de Educação Ambiental e Sustentabilidade do Senac

15.06.12
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“A Crise ambiental é a crise do homem”. (Eduardo Matos)



O Senac, através da Rede EAD de Pós Graduação, realizou, no dia 13 de junho de 2012, das 19 às 22h, o “I Seminário de Educação Ambiental e Sustentabilidade”, no Auditório Hilton José Ribeiro. No seminário ocorreu uma Mesa Redonda, com a participação do M.Sc. Genival Nunes Silva, que abordou  o tema “Políticas Públicas de Meio Ambiente em Sergipe”; do Prof.Esp. Paulo do Eirado Dias Filho, que falou sobre a Economia da Atitude; do Prof. Dr. Eduardo Matos, que discorreu sobre “Rio+20: Compromisso Ambiental ou Protocolo de Intenções”; e da Dra. Laura Jane Gomes, que ponderou sobre o tema “Fragmentação Florestal em Sergipe”.

A Moderadora e Gestora da Mesa, Rita Simone, fez a abertura do evento, deu as boas-vindas a todos os palestrantes e ao público e leu uma mensagem de Leonardo Boff, referente à Rio +20.

O Diretor Regional do Senac, Paulo do Eirado Dias Filho, saudou os presentes e disse que o seminário é um momento  de enriquecer os  conhecimentos e rever as atitudes em relação às questões ambientais.

O primeiro palestrante da noite foi o Secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Genival Nunes, que durante sua fala parabenizou o Senac por estar de olho no meio ambiente. Ele agradeceu o convite e discorreu sobre o tema dando ênfase às Políticas Estaduais de Meio Ambiente, dentre elas: Política Estadual de Recursos Hídricos; Política Estadual de Recursos Sólidos; Política Estadual de Educação Ambiental; e Política Estadual de Floresta, destacando diversas atividades realizadas em cada uma das políticas no estado de Sergipe.

“Diversas atividades estão sendo realizadas em todo Sergipe. O governo não tem medido esforços para que possamos trabalhar as questões ambientais do estado”, afirmou Genival Silva.

Dando continuidade, o diretor regional do Senac, Paulo do Eirado, falou sobre a “Economia da Atitude” desde a Revolução Industrial até os dias de hoje. Ele destacou a Revolução Industrial e a economia da habilidade, voltada para eficiência, dando o exemplo de Henry Ford: “Você pode ter o carro da cor que quiser. Desde que seja preto”. Ele disse que o conhecimento é o principal fator de produção. Sobre a economia da habilidade ponderou que “Quanto mais compartilho, menos tenho”; já em relação à economia do conhecimento: “Quanto mais compartilho, mais tenho”. Referente à economia da atitude, disse que, no Brasil, 20% dos empregados são demitidos por falta de conhecimento e 80% por falta de atitude. Questionou o porquê de nossos indicadores econômicos, a exemplo do PIB, não mensurarem sobre qualidade de vida ou desenvolvimento social.

Para falar sobre a Conferência Rio + 20, o Dr. Eduardo Matos fez o seguinte questionamento: “A Rio +20 é um compromisso ambiental ou um protocolo de intenções?” Ele também ressaltou: “Não sou pessimista, acredito que nossa caminhada é para a evolução, às vezes acelerada, às vezes lenta”, disse Eduardo Matos.

Sobre as questões ambientais, o procurador lembrou que chegamos ao ponto em que algumas decisões precisam ser tomadas. “Os interesses são divergentes, cada nação tem sua história, sua cultura e como esclarecer que é fundamental para a vida do planeta o cuidar, zelar, harmonizar etc. Essa é a grande dificuldade momentânea. Estou certo de que na Conferência já existe algo para se questionar: O povo no Aterro do Flamengo e os líderes na Barra da Tijuca. Creio que os líderes não querem ouvir as massas”, ponderou Eduardo Matos. Para ele, o cenário internacional é complexo, precisa de compromisso para a preservação do planeta. “A crise ambiental é a crise do homem”. No encerramento de sua fala, o procurador disse que tem suas dúvidas se a Rio +20 atingirá seus objetivos.

Concluindo o ciclo de palestras, foi convidada para falar sobre “Fragmentação Florestal em Sergipe” a Dra. Laura Jane da Universidade Federal de Sergipe. Laura falou sobre a fragmentação florestal natural e a pressão antrópica (alteração de paisagem natural em mosaicos isolados). Sobre essas alterações, destacou as seguintes consequências: fenômenos e processos biológicos; perda da biodiversidade; e, consequentemente, grupos funcionais locais. As características básicas para o desenvolvimento são a floresta sustentável e as parcerias, que são de fundamental importância. A Dra. Jane apresentou slides de alguns trabalhos de alunos da UFS, e também demonstrou grande insatisfação com a mudança do Código Florestal.  Ela encerrou sua apresentação fazendo a seguinte pergunta: “Como estão esses instrumentos de política e gestão florestal e sua adequação às especificidades locais?”

Para concluir, a mediadora Rita Simone fez suas ponderações e links entre as falas de todos os palestrantes e destacou a grande convergência no discurso dos expositores.

Os palestrantes receberam do diretor regional do Senac, Paulo do Eirado, um certificado e um kit  da instituição.